O Palácio Azurara, localizado no velho bairro de Alfama, no Largo das Portas do Sol em Lisboa, é uma construção de raiz seiscentista embora continue por apurar a autoria e data do seu plano original. Terá substituído ou integrado algumas construções que se sabe terem existido no mesmo local em 1573, encravadas na muralha da Cerca Moura, entre duas torres. O palácio Azurara, de planta irregular tem, na fachada principal, um portal nobre de tipo clássico seiscentista, com pilastras e entablamento encimado por uma composição arquitectónica na qual se destaca um frontão superior e ao centro entre volutas, um florão decorativo. O Palácio é constituído por vários pavimentos em qualquer dos corpos do edifício e dispõe de vários pormenores seiscentistas primitivos e outros setecentistas, introduzidos em obras de restauro e transformações já da responsabilidade dos Viscondes de Azurara.
Em 1947, ao comprar o velho Palácio Azurara para o restaurar como uma casa aristocrática do século XVIII decorando-o com peças da sua colecção particular, Ricardo do Espírito Santo Silva iniciou um projecto cultural singular a vários títulos.