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História do Edifício e da Colecção



História do Edifício

O Palácio Azurara, localizado no velho bairro de Alfama, no Largo das Portas do Sol em Lisboa, é uma construção de raiz seiscentista embora continue por apurar a autoria e data do seu plano original. Terá substituído ou integrado algumas construções que se sabe terem existido no mesmo local em 1573, encravadas na muralha da Cerca Moura, entre duas torres. O palácio Azurara, de planta irregular tem, na fachada principal, um portal nobre de tipo clássico seiscentista, com pilastras e entablamento encimado por uma composição arquitectónica na qual se destaca um frontão superior e ao centro entre volutas, um florão decorativo. O Palácio é constituído por vários pavimentos em qualquer dos corpos do edifício e dispõe de vários pormenores seiscentistas primitivos e outros setecentistas, introduzidos em obras de restauro e transformações já da responsabilidade dos Viscondes de Azurara.

 

Em 1947, ao comprar o velho Palácio Azurara para o restaurar como uma casa aristocrática do século XVIII decorando-o com peças da sua colecção particular, Ricardo do Espírito Santo Silva iniciou um projecto cultural singular a vários títulos.


História da Colecção
Em 1953, o banqueiro e coleccionador Ricardo do Espírito Santo Silva doou o Palácio Azurara e parte da sua colecção privada ao Estado Português. Foi o princípio da Fundação com o seu nome criada como Museu-Escola com a finalidade de proteger as Artes Decorativas Portuguesas e os ofícios com elas relacionadas.

A colecção proveniente na sua maioria de compras em leilões nacionais e internacionais é de grande unidade e coerência artística e foi conseguida graças à vontade e tenacidade de um homem que tinha como missão “recuperar” peças do património português que, por vicissitudes da História e incúria das instituições, se consideravam dispersas e até desaparecidas dos Museus e Colecções Portuguesas.

O Museu tem assim em exposição permanente importantes colecções de Azulejos Portugueses, Mobiliário (do século XVI ao século XIX), Têxteis (incluindo tapetes de Arraiolos dos séculos XVII e XVIII, tapetes Orientais e colchas), Ourivesaria (peças representativas do século XV ao século XIX), Porcelana Chinesa, Faiança Portuguesa e Pintura incluindo trabalhos de Gregório Lopes, Bento Coelho da Silveira, Francisco Vieira "o Portuense", Vieira Lusitano, Pillement, Noël, Van Loo, Delerive, Dirk Stoop e Quillard, entre outros.
A concepção original da obra de Ricardo do Espírito Santo Silva foi bem mais longe do que a criação do Museu e deve considerar-se modelar nos campos educativo e cultural.

 
 
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