Visita ao Palácio Fronteira, segunda-feira, dia 4 de Abril

Arquitectura civil residencial barroca, jardins, evolução dos espaços interiores, azulejos, Artes Liberais e outras iconografias, foram os vários temas de reflexão abordados durante a visita de estudo realizada ao Palácio Fronteira com as turmas do 2º ano de História da Arte e do 3º ano de projecto de Interiores V, acompanhadas pelos professores Ana Paula Rebelo Correia, Teresa Peralta e Luis Abreu. O palácio do marquês de Fronteira é um exemplo de arquitectura civil residencial, de gosto erudito, característico do último terço do século XVII, período durante o qual a nova nobreza da Restauração constrói inúmeros edifícios em Lisboa e arredores. É nesta altura que a utilização do azulejo de composição figurativa se impõe como um dos principais elementos decorativos das casas nobres. Os azulejos do palácio Fronteira oferecem um leque de imaginários que ilustra, de modo particularmente expressivo, a força plástica que a integração da cerâmica no espaço da natureza atingiu no jardim barroco. No “Terraço das Artes” os alunos foram à descoberta da iconografia das Artes Liberais e da Iconologia de César Ripa. No interior do Palácio, a “Sala das Batalhas” foi o mote para a evocação das guerras da Restauração e para uma observação atenta do trabalho em estuque significativo da produção setecentista. No jardim, passeámos pela “retórica” barroca, acompanhando os meandros da arquitectura cujo discurso orienta todo o percurso do visitante.
As fotografias foram tiradas pela aluna Rita Cabral e Silva com uma Olympus E-PL1.

Próxima visita de estudo – Palácio do Marquês de Abrantes
Na segunda-feira, dia 9 de Maio, as turmas do 2º ano de História da Arte e do 3º ano de Projecto de Interiores V, acompanhadas pelos professores Ana Paula Rebelo Correia, Teresa Peralta, Luis Abreu, vão visitar o Palácio do Marquês de Abrantes. Serão abordadas questões inerentes à adaptação dos espaços e arquitecturas a novas vivências e épocas, às artes decorativas nos séculos XVII e XVIII, ao coleccionismo, à pintura mural no século XVIII. Merece um especial destaque a capela seiscentista integralmente preservada com os seus azulejos, talha e pintura, e também a colecção de porcelanas chinesas, única na Europa, colocada no tecto em pirâmide de uma das salas. Surpreendentemente, tanto a capela como o “tecto das porcelanas” sobreviveram ao terramoto de 1755 e às várias vicissitudes que o palácio foi atravessando.
Conhecido por “Palácio Santos” ou “Palácio do Marquês de Abrantes”, hoje Embaixada de França, o edifício remonta ao século XV e tem como origem uma casa nobre comprada pelo rei D. Manuel a Fernão Lourenço, Feitor das Casas da Índia.
Nessa altura, o palácio, residência régia até à morte de D. Sebastião, articulava-se em relação ao Tejo, com grandes jardins que iam até ao rio. Na primeira metade do século XVII, é comprado pela família Lencastre que, entre os anos 1660-70, vai realizar uma importante campanha de obras.
Após o terramoto são realizadas várias obras de recuperação destacando-se, já no último quartel do século XVIII, a pintura dos tectos da sala da música, do salão nobre e da sala de jantar, atribuída a Pedro Alexandrino e colaboradores, com um interessante conjunto de temas da mitologia greco-romana. Em 1909 o palácio é comprado pelo Governo Francês que inicia uma notável campanha de obras de conservação e restauro. A Embaixada de França ocupa o espaço desde 1948.

 
 
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