FRESS na Feira de Arte e Antiguidades 2018



Ano Europeu do Património: educar o gosto, o olhar e a mão
No ano em que se celebra o 65º aniversário da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, ganha particular relevo o convite que nos foi feito pela APA – Associação Portuguesa dos Antiquários, para, uma vez mais, participar activamente naquela que é a maior festa das antiguidades em Portugal: a Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa.
A este honroso convite juntou-se o pedido para umas breves palavras escritas, que ficam como um alerta simbólico neste Ano Europeu do Património, dada a missão cultural e patrimonial para a qual a FRESS foi criada.

A importância inquestionável que têm, por um lado, a “educação do gosto” e do olhar e a formação especializada e rigorosa em artes e ofícios, assegurando a transmissão de saberes tradicionais, e, por outro, a arte de saber conservar e restaurar o que é raro e belo, leva-nos a afirmar que urge uma articulação mais profunda e profícua entre os centros produtores de conhecimento histórico e artístico – Universidades, Escolas e Museus – e os centros de produção artística, de peritagem e de conservação e restauro.

É na investigação que se encontra o motor para melhor conhecer, divulgar e conservar os vários patrimónios: móvel, imóvel e imaterial. Mas é também certo que sem os profissionais do saber-fazer, o vazio se instalaria.
Nos tempos que correm, é esse um dos grandes desafios para prosseguir a afirmação e reconhecimento do projecto abrangente que a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva desenvolve junto da sociedade. O seu posicionamento já não pode limitar-se à formação de excelentes técnicos / artíficies que têm preenchido e continuarão a preencher necessidades no mercado da manufactura ou da conservação e restauro. Deve afirmar-se igualmente na produção de conteúdos e na investigação em artes decorativas e ofícios artísticos acrescentando valor ao saber-fazer que não poderá ser mais, ou apenas, o resultado de uma extraordinária aprendizagem de “treino de mão”.

Assim, como corolário dos 65 anos de existência desta instituição, o objectivo maior vai precisamente para o estímulo à produção de conteúdos e à investigação, com realização de encontros sobre artes decorativas e sobre o património do saber-fazer, com a desejada criação de um Centro de Peritagem em Ofícios do Património e com o retomar da actividade do Centro de Estudos de Artes Decorativas.

Sabemos que, desta forma, estaremos também a privilegiar a nossa relação com os antiquários, com os coleccionadores, com os profissionais comprometidos com a continuidade de técnicas antigas e com a manutenção da originalidade das obras de arte.
Educar e treinar o olhar para o património, transmitir técnicas e assegurar perpetuidade são tarefas árduas e nelas estamos total e persistentemente empenhados.
Que este Ano Europeu do Património seja também de reflexão para unir esforços em torno deste mesmo objectivo.
Termino reiterando o agradecimento à direcção da APA, na pessoa de José Sanina, e endereçando também o elogio pela organização exemplar desta Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa a que já nos habituou.

Maria da Conceição Amaral
Administradora-Executiva da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva

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