Sala D. José

A denominação desta sala alude sobretudo ao conjunto de mobiliário característico do reinado de D. José (1750-1777), monarca que nos surge representado numa maqueta da estátua equestre executada entre 1770-1775 por Joaquim Machado de Castro para a Praça do Comércio de Lisboa. Especial atenção merece a mesa de quatro tampos em pau-santo dotada de diferentes tampos, o mais rico dos quais destinado a jogos “de tabuleiro” (xadrez, damas e gamão), enriquecido com embutidos em marfim. O trabalho entalhado com concheados Rococó articula-se harmoniosamente com os puxadores das gavetas, executados em prata, sinal da excelência deste móvel. Notável é também o canapé-preguiceiro de influência inglesa (Chippendale) em que a talha, vazada e ondulante, transforma toda a estrutura num trabalho rendado de grande virtuosismo e delicadeza. Encontra-se encimado por um retrato de Isabel Farnésio, rainha de Espanha e sogra de D. José, atribuído ao francês Jean Ranc que retratou vários membros da família real portuguesa. Noutra parede identificam-se duas paisagens de outro artista francês, Jean Pillement, responsável pelo desenvolvimento daquele género pictórico no nosso país, onde exerceu actividade durante anos, deixando entre os seus discípulos Joaquim Marques, igualmente representado nesta sala. As duas paisagens de Pillement enquadram o presumível retrato de Catarina Naudin de Arriaga com a filha, da autoria do italiano Giuseppe Troni que trabalhou igualmente em Portugal. No século XVIII.

Partilhe
Sala D. José